Hoje vou responder uma dúvida excelente que recebi de uma empresa que trabalha com convites personalizados para casamento: “Camila, estratégia de conteúdo é pra minha marca? Não seria muito melhor simplesmente mostrar meus produtos?”

O Marketing de Conteúdo é uma maneira de complementar a jornada de compra do produto que você vende. O conteúdo em si, é o ingrediente, e as redes sociais, os utensílios. Você os utiliza conforme a receita que deseja criar para o marketing da sua empresa. Tanto um prato gourmet quanto um “PF” tem grandes chances de sucesso, o importante é saber impactar o seu consumidor.

O segredo da receita está no entendimento do seu cliente, tanto o decisor quanto os influenciadores da compra. No segmento infantil, por exemplo, os pais são os decisores que realmente batem o martelo e pagam pelo produto, mas as crianças são grandes influenciadoras.

Para entender melhor a jornada de seus clientes, comece respondendo as seguintes perguntas:

  1. O que eles querem?
  2. Que dor eles têm que resolver?
  3. O que seus clientes usa como pretexto pra não comprar seu produto/serviço?

A partir dessas respostas, você já consegue construir um planejamento de conteúdo que auxilie em diferentes etapas do funil, seja qual for o seu segmento.

Se a objeção do seu cliente for o tempo, por exemplo, utilize gatilhos que criem urgência. Se for preço, justifique de forma sutil, mostrando o valor do seu produto ou serviço ou mesmo utilizando o exemplo da Uber, que criou a calculadora de quanto custa manter um carro como comparativo para mostrar que seu serviço é mais viável.

Se o pretexto do seu cliente para não comprar for o medo de errar crie conteúdos que enalteçam cases de sucesso, depoimentos em textos ou vídeos de quem adorou, fotos de seus clientes utilizando e até mesmo a opinião de profissionais sobre o que você oferece.

Como inserir fotos do produto ou serviço na estratégia de conteúdo

Mostrar imagens de seus produtos pode ser sim parte relevante da sua estratégia, mas algumas sutilezas nessa exibição podem enriquecer a comunicação da sua marca. Suponhamos, por exemplo, que você tenha uma loja de roupas femininas com uma coleção de inverno bem colorida. Em vez de só postar fotos das peças, entenda quem são suas clientes e como chegam até você, e perceba o que influencia e quais as desculpas em cada etapa da jornada de compra.

Com esse entendimento, você pode perceber que o maior pretexto é o medo de errar ao usar peças com cores diferentes. Essa objeção pode ser quebrada com diferentes estratégias de conteúdo, como a contratação de uma profissional de estilo ou influenciadora digital para um workshop na loja exibindo através de live, enquetes nos stories com essa mesma profissional respondendo dúvidas sobre combinação de cores, fotos de clientes confiantes utilizando sua coleção, acessórios que ornam com suas peças, composições que mostram combinações mais ousadas e cheias de personalidade, entre outras ideias. Perceba que não é meramente vender roupa, sua marca passa a prestar um serviço e vender informações de moda e estilo.

Ao pensar em conteúdo sobre a ótica da empresa de convites personalizados que me enviou essa dúvida, podemos seguir a mesma premissa. Não se trata apenas de vender convites, mas de conhecer seus clientes e ser inspiração para o casamento dos sonhos. Isso pode envolver dicas de organização, quebras de objeções que os noivos e cerimonialistas levantam sobre seu produto por meio de depoimentos e fotos de clientes e seus casamentos, imagens que mostram o quanto a personalização comunica com a festa, seja qual for o estilo, e até mesmo o processo de produção dos convites, que enaltece a qualidade dos materiais e o carinho com a confecção de cada peça.

Uma vez que você entende quem são seus decisores e influenciadores, sabe onde eles estão e percebe o seu conteúdo como um serviço que presta de forma complementar ao que você vende, fica mais fácil pensar em várias estratégias e perceber que, sim, conteúdo pode ser adaptado para qualquer segmento de atuação.

Escrever comentário sobre Estratégia de Conteúdo | Toda marca precisa?