Aprender é uma constante necessária durante toda nossa vida, e especialmente nesse momento de desafios e mudanças. Por isso, quero compartilhar com você dicas científicas que testei e aprovei para turbinar o processo de aprendizagem.

Como nerd assumida, desde os tempos de escola venho encontrando maneiras de aprender mais e mais rápido, e de evitar um comportamento que tenho de procrastinação, o grande vilão da minha produtividade. Sempre apoiada pela Ciência, aprendi e utilizo muito algumas técnicas que contribuem para reter e transformar informação em conhecimento.

  1. Atitude positiva

Se engana quem pensa que só na escola ou na faculdade, nos deparamos com assuntos que precisamos aprender, mas não nos interessam. Até mesmo em cursos de especialização, quando já buscamos algo super direcionado para nossa necessidade profissional, há momentos em que precisamos aprender algo que não gostamos ou que parece muito difícil.

O grande desafio é que para aprender, precisamos liberar um neurotransmissor chamado Dopamina, hormônio ligado à sensação de prazer e felicidade, então se começar o processo de aprendizado triste e contrariado, você tende a ter muito mais dificuldade para absorver o que será ministrado.

Para ter uma atitude positiva mesmo diante de um assunto que não te agrada, a grande sacada é focar no benefício, pensando “por que” e “para chegar a”, você cria um propósito para estar passando por isso, nem que seja para nunca mais precisar ver de novo aquele conteúdo.

  1. Protagonismo

Embora, por uma questão cultural, nosso sistema educacional tende a entregar o conteúdo bem mastigado, estudos mostram que a melhor maneira de aprender não é essa, e sim ajudar a construir, ser agente do aprendizado.

É claro que mudar todo sistema educacional é muito difícil, mas a dica prática para você se tornar protagonista do seu aprendizado é ser participativo nas aulas.

Vale lembrar que estamos em um momento em que todo mundo está aprendendo a aprender com o advento do EAD, que é um desafio tanto para os alunos que ainda não utilizavam esse método, quanto para professores, que além de preparar o conteúdo precisam se familiarizar com a câmera e com essa nova dinâmica de sala de aula virtual. Mas mesmo em EAD é possível protagonizar seu aprendizado. Utilize o chat para perguntar, concordar, e assim você age e não fica apenas ouvindo e recebendo conteúdos prontos.

  1. Compartilhamento e troca

O psiquiatra americano chamado Willian Glasser estudou como o ser humano é capaz de reter informação por mais de quinze dias e criou uma pirâmide do aprendizado.

De acordo com sua pesquisa, a leitura por si só é a pior forma de aprender, com retenção de apenas 10% das informações. Escrever aumenta um pouco essa porcentagem, mas nada muito expressivo. Discutir o aprendizado, por outro lado, potencializa muito o aprendizado, pois ajuda a organizar as informações recebidas enquanto você compartilha com outras pessoas, mesmo que por chat, Telegram e outros meios digitais.

  1. Ensino

Para Willian Glasser, a melhor maneira de aprender é ensinar, o que nos ajuda a reter aproximadamente 95% do que transmitimos. Ao ensinar alguém, o cérebro tende a gastar mais energia para organizar todo raciocínio e resumir as informações da melhor forma, o que não acontece quando o recebimento de conteúdos é passivo.

Utilizo muito esse método com minha filha, que agora está na fase de aprender números e juntar sílabas. Quando ela chega contando o que aprendeu, entro no “faz de conta”, digo que ainda não sei e peço para ela me ensinar. Nessa brincadeira de ser professora, ela retém melhor as informações enquanto me ensina.

É claro que para adultos o desafio é maior, mas ainda que não tenha para quem ensinar, você pode utilizar o espelho e até mesmo se gravar falando sobre o assunto, para que você vá construindo um mapa mental na sua cabeça dos tópicos mais importantes.

  1. Momento de estudar

Quando estamos na escola, aprendemos que primeiro temos que ouvir o conteúdo pela primeira vez, e aí antes da prova ou logo depois da aula, estudamos o que foi passado. Mas na verdade, o melhor momento para estudar é antes do professor ministrar aquele tema.

O novo tende a tomar muita energia e nos cansar mais rápido, o que prejudica o aprendizado. Quando você se familiariza com o próximo tema antes de ter a primeira aula, o cérebro supera essa fase inicial e desgastante da novidade, e você chega muito mais tranquilo na aula, para justamente protagonizar o aprendizado com mais participação, perguntas e observações melhores, e ter um grande salto na velocidade e qualidade de aprendizagem ao ler e se aprofundar depois da aula.

Espero que você possa testar e se beneficiar com essas técnicas, e se tiver alguma dica, compartilha comigo porque é um assunto que super me interessa, principalmente no momento em que estamos vivendo.

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