HASHTAGS | Estratégias de Marketing que Funcionam

Hoje quero esclarecer algumas dúvidas sobre hashtags: o que dá certo, o que é permitido, como gerar resultado, diferenças entre Facebook e Instagram e tudo sobre ganhar seguidores usando essa estratégia. Vem comigo e se joga!

Antes de falar a respeito do uso de hashtags, é preciso entender que elas são basicamente a união de um filtro de busca com uma etiqueta de conteúdo.

  • Filtro de busca: ao clicar na hashtag, você é levado para um apanhado de todos os conteúdos identificados com ela.
  • Etiqueta de conteúdo: funciona como uma categorização de tudo que foi postado.

Com essas duas funcionalidades básicas, as hashtags ficaram muito populares e todo mundo começou a usar. Essa afinidade das pessoas fez com que uma terceira função surgisse: o conceito semântico. Novas hashtags foram sendo criadas não para auxiliar nas buscas, mas para indicar uma brincadeira, uma expressão ou até mesmo uma indireta, como o famoso #ficaadica.

Instagram

Não bastasse o sucesso que já estavam começando a fazer, foi no Instagram que as hashtags se popularizaram ainda mais, e além de busca, categorização e semântica, passaram a ser uma estratégia eficaz para a entrada de novos seguidores ao seu perfil. Funcionava assim: na primeira etapa da jornada de compra, o usuário buscava por assuntos de seu interesse no campo de hastags e encontrava seu perfil. Se a pessoa em questão era uma noiva, por exemplo, começou a buscar por #casamentodedia, #vestidodenoiva, #decoraçãodecasamento e por aí vai.

Com esse “boom” inicial de resultados, era bem comum utilizar a maior quantidade possível de hashtags, mapear as que mais funcionavam para o seu cliente, mas sem dar muita importância para a qualidade. Até que, com a chegada de mais pessoas à rede social, a concorrência aumentou e foi ficando cada vez mais difícil ser encontrado e ganhar seguidores utilizando hashtags.

Como comentei no vídeo sobre Estratégias de Marketing que funcionam para Instagram e Stories, o comportamento do consumidor também começou a mudar. Embora o algoritmo ainda não fosse influenciado diretamente pelo uso excessivo de hashtags, esse exagero passou a ser percebido como uma estratégia desesperada das marcas, e foi criando o famoso ranço nos seguidores. E se antes os posts eram exibidos por cronologia, o EdgeRank, que é um conjunto de regras automatizadas que determina os critérios para entregar o conteúdo, afetou ainda mais quem ainda estava apostando em usar e abusar das hashtags. Isso porque o EdgeRank não atua diretamente na penalização por número de hashtags, mas utiliza a afinidade e o engajamento como principais requisitos para determinar a qualidade do post. Se mais pessoas interagem com o conteúdo, mais ele será entregue. Logo, se existe uma certa rejeição às hashtags em excesso, naturalmente essas publicações serão prejudicadas.

Hoje, pesquisas mostram que o uso acima de cinco hashtags em uma publicação já começa a afetar o engajamento, e portanto a entrega do conteúdo. 

Facebook

De maneira geral, os Termos de Uso do Facebook não proíbem o uso de hashtags, mas pesquisas mostram que a rede social é impactada pelo mesmo comportamento do consumidor do Instagram, e há maior probabilidade de interação em publicações que não contenham as etiquetas.

Hashtags banidas

Nas duas redes sociais, é cada vez mais comum que grandes marcas já não utilizem mais hahstags em suas publicações, optando por aplicar uma ou outra apenas pela finalidade semântica.

O impacto das hashtags no comportamento do usuário ficou tão sério que o próprio Instagram passou a fiscalizá-las. Quando estão sendo utilizadas fora de contexto, para SPAM ou de forma equivocada, as pessoas denunciam e a plataforma bane as que realmente não condizem com o que deveriam estar indicando.

A lista de hashtags banidas temporariamente ou para sempre é bem extensa, e marcas que as utilizam sofrem um efeito chamado Shadowban, que bloqueia parcial ou totalmente o seu conteúdo, e pode levar até mesmo à penalização da conta. Para evitar que isso aconteça, sempre busque pela hashtag que deseja utilizar. Se estiver banida, não haverá resultados de busca.

Ainda vale à pena utilizar?

Já entendemos que o comportamento do consumidor tende a repudiar hashtags em excesso e que é preciso evitar as que estão banidas. Isso não significa que precisamos abandoná-las! Apenas que, com uma quantidade moderada, é importante ser cada vez mais seletivo e criterioso na escolha.

Além das pesquisas orgânicas, uma dica é utilizar no excelente aplicativo Tagomatic (Google Play / Apple Store), que tem interface em português, sugere as melhores hashtags baseadas em seu perfil, exibe uma lista de trends para ajudar na estratégia de escolha e ainda tem um botão para ir direto ao aplicativo do Instagram depois que tiver definido.

Nesse cenário tão complexo, faça testes e priorize hashtags que tornem buscáveis os conteúdos que efetivamente curam a dor de quem você quer atender. Se suas publicações têm essa característica e te encontrar fará diferença na vida de quem está a procura de uma solução, sua estratégia será mais segura e certamente te trará resultados.

 

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