Chegou a hora de falar sobre como eu fiz para desenvolver a minha habilidade de falar em público e também de aparecer em vídeos.

Para quem acha que eu sempre tive o dom da oratória, já adianto que sempre fui uma criança bastante tímida, introvertida e que não tinha coragem de fazer uma pergunta para algum professor ou até mesmo apresentar um trabalho na frente da sala toda. A verdade é que eu não era tímida, mas sim insegura.

Eu já compartilhei com vocês um pedacinho da minha jornada rumo a autoconfiança e como consegui superar essa insegurança que me impedia de alcançar o máximo potencial. Mas para contextualizar essa história, eu já estava extremamente empolgada enquanto trabalhava, mas ainda não conseguia me sentir confiante a ponto de expor uma ideia. O meu pai, que sempre foi um pessoa que se comunicou bem, me deu de presente um curso de oratória e comunicação pessoal chamado Mastermind, composto por encontros semanais com dinâmicas de desenvolvimento de oratória e como se expressar de forma natural. Esse curso me ajudou, mas ainda tinha dúvidas sobre “teoria vs prática” e apesar de ganhar autoconfiança ao longo do curso,  não conseguia aplicar nada disso no meu dia a dia. Até que então, meu chefe me pediu para apresentar a empresa e o produto para um pequeno grupo de clientes e confesso que nesse momento eu congelei a ponto de não conseguir sequer negar. Foi assim que passei por uma das piores noites da minha vida, pois sabia que precisaria falar em público no outro dia. Ainda que eu estivesse com medo, algo inusitado aconteceu: eu adorei apresentar a empresa e o produto para aqueles clientes. Parece contraditório e não aconteceu como um passe de mágica, pois por dentro eu estava vivendo um conflito onde parte de mim estava completamente nervosa e a outra parte super extasiada com a ideia de poder me comunicar e expor minhas ideias. 

Depois disso, tive a oportunidade de ler um livro do Dale Carnegie chamado “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”. Uma leitura bastante simples e prática que utilizo até hoje, onde aprendi dicas valiosas, como por exemplo, citar o nome das pessoas, olhar nos olhos, demonstrar interesse. Após o episódio em que fiz minha estreia falando em público, eu ainda continuava me sentindo insegura e cheguei à conclusão de que precisava de mais prática. Dessa forma, decidi fazer um curso de comunicação e relações interpessoais, dessa vez do próprio Dale Carnegie, com ainda mais encontros e dinâmicas que me ajudaram a me comunicar melhor. Enquanto isso, eu já estava fazendo pós-graduação em marketing onde também aprendi a me comunicar, não tão bem como quem faz graduação em jornalismo ou até mesmo publicidade, mas eu já sabia que expor ideias e defendê-las estaria presente no meu dia a dia.

Eu inclusive, adoraria que a dinâmica da oratória fosse ensinada na escola, para que pudéssemos aprender a nos comunicar melhor e falar em público de forma mais natural. Vendemos nossas ideias o tempo todo, até mesmo em nossa vida familiar, quando por exemplo, sugerimos algum problema e precisamos argumentar sobre o assunto para tomar uma decisão. A partir do momento que você consegue se comunicar com clareza e expor uma ideia, isso vai te ajudar muito.

Vale lembrar que falar em público e dar palestras foram acontecendo de forma muito natural em minha vida, mas não quer dizer que a ideia não me assustava. Foi nessa perspectiva que eu disse para mim mesma: ‘’vou com medo mesmo’’. Eu ficava super ansiosa, não conseguia dormir bem à noite, os dias que antecediam o evento eram um verdadeiro terror para mim, mas estava sempre estudando e me preparando para o momento, sempre com esse conflito de emoções. Depois de fazer isso por um período de tempo, comecei a perder o medo de falar em público. 

Uma dica valiosa que funciona comigo até hoje é não racionalizar muito. Eu paro de pensar e me preocupar sobre o evento e tento transformar toda a minha ansiedade em empolgação. Gosto de começar a falar, socializar e entrar no palco bem animada. A ideia de ficar no canto, pensando e racionalizando o momento, me deixa ainda mais nervosa, então essa dica pode ser útil para que você consiga transformar todo e qualquer nervosismo em empolgação. 

Quando o assunto é vídeo, a história é completamente diferente, já que gravar vídeos foi muito mais difícil para mim. E mesmo com o meu lema em mente, eu travava no momento da gravação, pois ficava apavorada. Tinha o costume de publicar vídeos e sair correndo e transformava feedbacks em coisas enormes, amplificando todas as minhas emoções. Eu fiquei tão nervosa que cheguei desistir da gravação de vídeos pro meu canal por dois anos. Algumas das coisas que mais me assustavam era a questão do vídeo ficar eternizado e não conseguir ter o retorno imediato das pessoas, além de ter toda uma questão envolvendo minha aparência e insegurança. Gravar e publicar os vídeos costumava ser um estresse e até mesmo um desprazer, mas com o tempo me acostumei, adquiri prática e hoje lido melhor com tudo isso. Em um vídeo do meu canal explico como superei a vergonha de gravar para o Youtube e conto com todos os detalhes como isso se tornou mais natural para mim.

Além disso, quero dar uma dica extra e falar de algo que fez esse processo ficar mais fácil. procurei por profissionais, tanto youtubers como palestrantes que gravam vídeos e comecei a analisar como a pessoa se comunicava, para onde olhava, como se mexia. Eu assistia e reassistia a esses vídeos para aprender a narrativa e o jeito de como fazer aquilo tecnicamente. Após conhecer a etapa de cada profissional, acabei criando uma metodologia própria, coerente com minha realidade. No meu curso online Instagram para marcas e profissionais há um módulo onde explico como construir essa narrativa de forma mais natural. 

Assim como o meu lema ‘’se estiver com medo, vai com medo mesmo’’, também gosto de lembrar que todo processo deve ser divertido. A partir do momento em que você conseguir transformar o que te preocupa em algo prazeroso e divertido, as coisas vão finalmente fluir e o resultado esperado vai chegar.

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