COMO ME LIBERTEI DA SÍNDROME DO IMPOSTOR | MEU RELATO E DICAS PRÁTICAS

Síndrome do impostor é um termo usado para descrever uma auto percepção de falsidade intelectual, é a sensação de ser uma fraude ou não ser competente para executar algo. Personalidades como o ator Tom Hanks […]

Síndrome do impostor é um termo usado para descrever uma auto percepção

de falsidade intelectual, é a sensação de ser uma fraude ou não ser competente para executar algo. Personalidades como o ator Tom Hanks e a advogada Michelle Obama já relataram problemas com essa síndrome, portanto, qualquer pessoa pode eventualmente ser manipulada por si mesmo. 

 

As pessoas que sofrem com a Síndrome do Impostor geralmente se sabotam com procrastinação, perfeccionismo e outros comportamentos que as afastam de seus objetivos. O intuito deste material é mostrar os cinco passos que eu utilizei para superar esse desafio com dicas práticas para te ajudar a sair dessa também.

 

  • Tomar a decisão

Tomar a decisão de mudar e dar o primeiro passo é o começo de toda caminhada rumo a qualquer objetivo. Desejar a mudança e fazer acontecer depende de cada pessoa e algum dia, após todo o caminho ser percorrido, o sentimento de gratidão por ter começado será recompensador.

 

  •  Parar de esperar a vontade de fazer algo

A consistência é essencial para alcançar o sucesso, pois um processo, quando muitas vezes repetido, se torna facilmente executado. Dessa forma, se alguém almeja ser uma pessoa mais saudável, não basta praticar exercícios apenas quando sentir vontade, a saúde exige processo, disciplina e perseverança como vários objetivos na vida.

 

A questão é que tomar a decisão não necessariamente leva a gostar do processo de imediato. Até que o hábito seja instituído é necessário normalizar o desconforto, focar no resultado e tentar tirar o máximo proveito da jornada. Isso serve para uma rotina de exercícios e também para todos os desafios da vida. Lembre-se que na zona de conforto a evolução é limitada.

 

  •  Tornar o processo um compromisso

Criar um compromisso consigo pode ser complicado, pois geralmente é mais fácil cumprir com algo prometido a outra pessoa e acabar deixando de lado as tarefas pessoais. Para gravar os vídeos do canal eu tive que entender que não bastava gerar resultados excelentes aos meus clientes, se não fosse prestar atenção no meu próprio negócio. O compromisso foi estabelecido comigo mesma e isso refletiu na percepção que as pessoas têm de mim.

 

  • Efeito colateral da competência

É comum em alguém com a Síndrome do Impostor se achar uma pessoa incompetente por diversos motivos, quando muito provavelmente a sensação é um efeito colateral da sua capacidade para fazer tal função. 

 

Para exemplificar, utilizaremos o estudo sobre o efeito Dunning-Kruger, onde se fala de um viés cognitivo causado nas pessoas. O efeito tende a deixar as pessoas mais inseguras conforme o conhecimento aumenta, ou seja, pessoas que sabem muito de um assunto acabam pensando justamente ao contrário, que são incapazes. O inverno também acontece. É comum ver adolescentes cheios de confiança, quando na verdade viveram pouco para ter dúvidas, e também adultos com mais caminhada sofrendo com indecisões.

 

O caminho da competência sofre muito quando se está buscando o conhecimento, começando no emprego ou a ter prática naquilo que se almeja, é o famoso “vale da desilusão”. Para passar por essa fase é importante saber que quanto mais se sabe, maiores são os questionamentos e a partir daí a confiança passará a crescer junto da competência, sendo possível chegar ao “platô da sabedoria”. Os verdadeiros sábios sabem que sempre é possível aprender, mesmo já sabendo muito.

  • Ignorar críticas por três semanas (mesmo as bem intencionadas)

As três semanas mencionadas têm um motivo: esse é o tempo médio para se adquirir um novo hábito. Deixar se prestar atenção às críticas, dicas ou opiniões alheias durante esse período facilitará seu foco no processo e reduzirá as chances de desistir, pois quando alguém com Síndrome do Impostor recebe uma crítica, mesmo que construtiva, pode se deixar levar por pensamentos de fraude e pessimismo.

 

Quando eu estava nesse processo até chegava a responder comentários, porém me esforçava ao máximo para não absorver o que estava escrito. O feedback era guardado em uma anotação para ser tratado posteriormente. Então nessas três semanas, o canal estava perfeito, não havia nada a ser melhorado, e foi aí que desenvolvi a coragem para não agradar a todos.

 

Com esse processo executado, será possível se portar melhor frente às críticas, mas enquanto ele não for completado, fugir das opiniões é o melhor jeito para evitar que a Síndrome do Impostor ataque novamente, com a simples ação de fingir que está tudo perfeito do modo que está.

 

A Síndrome do Impostor é difícil de lidar, mas é possível tratá-la com disciplina e perseverança. Se você leitor sofre com ela, siga as etapas para superar esse desafio e caso conheça alguém que esteja na mesma situação, compartilhe o conteúdo para ajudar.

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