Meu Conselho Sincero Para Profissionais do MARKETING

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Com base na minha experiência de 20 anos de carreira e dezenas de projetos, compartilho aqui um conselho sincero, prático e estratégico que pode transformar a forma como você enxerga e aplica o marketing hoje.

Você já percebeu como o marketing está mudando?

O tempo da comunicação em massa, dos anúncios genéricos e das promessas vazias está ficando para trás. O que está ganhando espaço de verdade  com força e consistência, são as comunidades. Isso mesmo: a capacidade de criar conexões genuínas, criar identificação e atrair pessoas que acreditam nas mesmas ideias que você.

Esse artigo é um convite ao novo marketing — o marketing de verdade. Aquele que não precisa gritar porque é ouvido por quem realmente importa.

Chega de tentar ser tudo para todo mundo

Durante muito tempo, a lógica do marketing foi: aparecer o máximo possível, atingir o maior número de pessoas e falar com todo mundo. Mas os tempos mudaram. E a principal mudança está no foco: em vez de quantidade, queremos qualidade. Em vez de alcance, queremos pertencimento.

Segundo a NRF (um dos maiores eventos de tendências do mundo), a palavra-chave do marketing atual é comunidade.

E não estamos falando apenas de números ou seguidores. Estamos falando de criar um grupo real de pessoas que se reconhecem em você, se identificam com sua jornada e querem caminhar ao seu lado.

Comunidade é sobre o “eu também”

Sabe quando você vê alguém contando algo e pensa: “Nossa, eu também me sinto assim”?
Esse é o gatilho da comunidade.

É sobre identificação. E não há identificação sem comunicação autêntica.
Por isso, abrir os bastidores, falar o que parece óbvio, mostrar os erros e vulnerabilidades… tudo isso fortalece os laços e te aproxima de quem realmente importa.

Quanto mais verdadeira for sua presença, mais potente será sua comunidade.

Três pilares para criar uma comunidade forte e estratégica

1. Comportamento compartilhado

Pense nos grupos de corrida, nas academias, nos clubes e marcas como a Smart Fit ou a Velocity. O que une essas pessoas? Um comportamento em comum.

No marketing, isso pode ser:

  • O medo de aparecer nas câmeras
  • A frustração de não aplicar o que se aprende
  • O cansaço de seguir fórmulas prontas que não funcionam

Essas são dores reais. E ao falar sobre isso, você não apenas gera conexão — você mostra que entende a realidade da sua audiência. E isso, hoje, vale mais do que qualquer fórmula mágica.

Dica prática: se pergunte: “Que comportamento une minha audiência? Qual dor ou desafio ela compartilha comigo?”

2. Contexto e nicho bem definidos

Outro ponto essencial é entender em que contexto sua comunidade está inserida. Isso vai muito além de simplesmente “falar sobre marketing”, por exemplo.

Pense assim:

  • Você fala de marketing para mulheres empreendedoras?
  • Para pequenas empresas locais?
  • Para criadores de conteúdo?

Entender o contexto dá sentido à sua mensagem. E o nicho deixa tudo mais afiado. Sem isso, o conteúdo parece solto e a comunidade, vaga. Criar comunidade não é dizer que tem um nicho. É mostrar os bastidores, gerar identificação e ser presente de verdade.

3. Valores em comum

Se comportamento e contexto unem, os valores sustentam.
É por isso que marcas e profissionais que deixam claro o que acreditam constroem conexões duradouras.

Quer descobrir seus valores inegociáveis?
Pense no que te tira do sério.

Aquilo que te indigna geralmente é o oposto do que você acredita profundamente. Se injustiça te revolta, por exemplo, talvez justiça e transparência sejam pilares da sua marca.

Quando você expõe seus valores com clareza, atrai pessoas que pensam parecido.
E essa é a cola invisível que segura sua comunidade nos momentos bons e ruins.

O principal conselho? Não tente ser tudo para todo mundo

Você não precisa de 1 milhão de seguidores. Precisa de uma comunidade fiel que confie no que você diz, que compre o que você vende, que compartilhe o que você posta. E a verdade é que quem tenta agradar todo mundo, acaba não sendo lembrado por ninguém.

Foque em construir um grupo coeso, autêntico e alinhado aos seus valores. A geração Z já entendeu isso: eles reconhecem o marketing e não caem mais fácil em fórmulas. Eles querem realidade, verdade e participação.

Então, por onde começar?

  • Identifique o comportamento comum entre seu público
  • Defina o contexto e o nicho onde sua comunidade se encontra
  • Descubra (e comunique) os valores que te movem
  • Mostre bastidores, erros, aprendizados — e seja acessível
  • Trate sua audiência como parte de algo maior, não apenas números

Em vez de audiência, crie pertencimento

No palco, tudo parece perfeito. Mas nos bastidores é onde nasce a conexão real. Quando você mostra que também sente medo, que também erra, que também está construindo — as pessoas se sentem parte do processo.

E esse “eu também” é o que transforma seguidores em comunidade, e comunidade em marca forte e duradoura.

Você já pensou em criar sua comunidade com mais intencionalidade?
Quais desses pontos mais ressoaram com o seu momento atual?

Alexandre Almeida

Estrategista de Marketing

alexandrealmeida.co@gmail.com 

Outras Especialidades

Gerenciamento de Projetos

Apresentação

Sou estrategista de marketing, especializado em gerenciamento de projetos. Atuo tanto com empresas tradicionais quanto com infoprodutores — ajudando a organizar processos, posicionar marcas e estruturar estratégias que sustentam o crescimento. Ao longo dos últimos 11 anos, estive presente desde a construção e lançamento de produtos digitais até a implementação de processos de marketing na indústria, sempre com foco em resultado, propósito e diferenciação. Meu trabalho começa com escuta ativa, passa por investigações profundas e decisões estratégicas viáveis, e termina com uma direção prática — porque marketing, pra mim, é tanto ciência humana quanto ciência exata.